30 de abr. de 2009

1º de Maio - Dia de Luta e de se reafirmar que um outro mundo é possível, urgente e necessário!

1º de Maio! Certamente esta data tão importante, este ano mais que nos outros, ficará na memória dos trabalhadores e trabalhadoras do mundo, em especial daqueles/daquelas que, graças à crise, estão desempregados/desempregadas ou convivem com a ameaça do desemprego e da retirada de direitos.

É que a crise, que o presidente da república, de forma não-responsável, chamou de marolinha, atinge a população brasileira com a força de um tsunami.
Precisamos compreender o que está acontecendo! Não podemos nos deixar levar pelo discurso do governo e de seus aliados nos Estados, no congresso e no movimento sindical. Muitos que hoje amargam o desemprego, estariam em situação ainda pior, se no final do ano tivessem seguido o conselho de natal do presidente Lula, de que as pessoas deveriam ir às compras, consumir e, obviamente, se endividar ainda mais.

A crise econômica-financeira que explodiu nos EUA é mundial e sua intensidade e alcance não se explicam apenas em razão do tamanho e importância dos EUA. Mas, sobretudo por se tratar de uma crise estrutural do sistema capitalista que "especula com todos os bens e valores para obter o maior lucro possível". O próprio sistema capitalista cria essas crises, graças às contradições que fazem parte da essencia do seu modo de produção. A crise, portanto, não é uma anormalidade nem um erro do sistema, faz parte da sua própria natureza.

Mas, esse sistema, que ameça o planeta, destroi bilhões de empregos e gera a miséria e a violência, não cairá sem ser derrubado e nem tampouco sem que os elementos objetivos e subjetivos para sua superação estejam em formação. Precisamos, portanto, avançar na organização, conscientização, mobilização e luta da classe trabalhadora e do povo em geral, pa ra que possamos construir uma nova sociedade, justa, fraterna e igualitária: uma sociedade socialista, onde os meios de produção, a ciencia, a tecnologia e a riqueza estejam a serviço da humanidade, das pessoas e não da ganancia insaciável dos poderosos.

Até agora a crise que eles criaram trouxe como consequencia 50 milhões de novos desempregados e 100 milhões a mais de miseráveis.

E o que faz o Governo Lula diante da crise? Editou várias medidas provisórias para socorrer bancos, construtoras e outras empresas e fala em ajudar até o Fundo Monetário Internacional, tudo com recursos públicos, dinheiro da população brasileira, que deveria ser usado para a saúde, benefícios previdenciários, para a educação e segurança, moradia popular, reforma agrária e outras políticas sociais.

Não podemos esquecer ou fechar os olhos para as crianças, adolescentes e jovens destroçados, vítimas da desestruturação familiar, da miséria, da falta de ed ucação e perspectiva de uma vida digna; do caos da saúde pública que vitima cotidianamente até mesmo aqueles/aquelas que dedicam sua vida profissional à saúde; da insegurança e violência que assola o nosso país e faz com que o Espírito Santo seja o campeão: só de janeiro a 6 abril de 2009 foram assassinadas 528 pessoas, sendo que deste total 412 eram negras e 250 eram jovens. É a criminalização do povo pobre, negro e da juventude.

As medidas do Governo Lula, que consomem rios de dinheiro em propaganda, não resolvem o problema. Cito a última delas, o projeto "Minha casa, minha vida" que não atenderá nem quinze por cento do déficit habitacional. Como se não bastasse isso, 86% das famílias que não têm moradia, têm uma renda menor do que três salários mínimos e não se enquadram na lógica bancária do programa criado e os demais terão que pagar correções maiores do que os reajustes salariais que terão ao longo dos anos. Diante de tudo isso, o 1º de Maio é Dia de Luta e não de nos juntarmos com os patrões e governos, como faz a CUT e a Força Sindical, centrais sindicais governistas, que há vários anos, com shows e/ou brindes pagos pelos patrões e governos, deturpam o verdadeiro sentido desta data histórica da classe trabalhadora mundial.

É dia de reafirmarmos bem alto, dentre outras bandeiras, as seguintes:
  • Não às demissões e à retirada de direitos! Que os ricos paguem a conta da crise que eles criaram.
  • Não aos cortes nos investimentos públicos! Em defesa dos serviços públicos e dos direitos do funcionalismo, inclusive, o cumprimento das tabelas salariais;
  • Que os recursos públicos sejam destinados às políticas públicas e não aos banqueiros e grandes empresários.
Em defesa da vida humana e do planeta, um outro mundo é possível, urgente e necessário!

Por
Lujan Miranda, da Coordenação Nacional da Intersindical e da Direção Nacional do Psol.
(no Blog da Ação Popular Socialista - Bahia)

27 de abr. de 2009

Reunião do Núcleo do PSOL da Vila Georgina

Próxima reunião do Núcleo do PSOL da Vila Georgina será no próximo sábado 09/Maio, às 15 horas, na casa do Fábio, Rua Piragibe, 164 no Jardim Amazonas, próximo ao ponto final do ônibus Vila Marieta,

saudações socialistas!!

7 de abr. de 2009

Dia Nacional de Mobilizações















Militantes do núcleo do PSOL da Vila Georgina – Campinas – juntaram-se a outros companheiros do PSOL e da Intersindical nas ações realizadas em 30 de março com o tema “Trabalhadores e trabalhadoras não devem pagar pela Crise!”.

Em Campinas participaram da paralisação e assembléia realizadas na empresa Rhodia, no mesmo momento em que outros companheiros paralisavam a Rodovia Campinas - Monte Mor, com apoio dos trabalhadores da empresa EMS em Hortolândia.

Mais tarde, em São Paulo, junto a outros partidos de esquerda e movimentos sindicais e sociais, participaram de um ato com cerca de 15 mil pessoas na Avenida Paulista, para protestar contra as demissões, pela manutenção e ampliação de direitos, pela redução dos juros, redução da jornada de trabalho, sem redução de salários, em defesa do emprego e pela reforma agrária.

Além da unidade para colocar a classe trabalhadora em movimento será necessário avançar num programa dessa classe para enfrentar a crise. O PSOL vem buscando construir essa agenda comum com outros setores em luta e nosso núcleo precisa dar sua contribuição política.