30 de jun. de 2009
29 de jun. de 2009
Queria ser Criança

Queria ser criança.
Só dizer verdades.
Fazer parque infantil da minha cidade.
Queria colorir o céu do meu país.
Meu Deus do céu, só queria ser feliz.
Você que é criança deve aproveitar.
Quando crescer não vai ter tempo para brincar.
Depois que a gente cresce tudo perde a graça.
Quase não se percebe, mas o tempo passa.
Queremos ser gigantes, ser os maiorais,
mas ser criança...
Ser criança é que é demais!
Por LUIS SIGRIST
Do Jornal C@ndura – Espaço aberto para um novo pensamento
Publicação bimestral das Oficinas de Comunicação do Serviço de Saúde “Dr. Cândido Ferreira”.
25 de jun. de 2009
Processo Congressual do PSOL em Campinas

O Partido Socialismo e Liberdade - PSOL realizará em agosto de 2009, seu II Congresso. Na pauta estão questões relevantes para o partido e o país, como o projeto do partido frente ao aprofundamento da crise do capital, a política sindical (pela construção de uma nova central comprometida com a classe trabalhadora), a política de alianças e as eleições 2010, mudanças estatutárias e das direções nacional e estaduais.
Os delegados(as) ao II Congresso serão tirados em congressos estaduais que ocorrerão no mês de julho. Em São Paulo será nos dias 10, 11 e 12 de julho.
Já os delegados(as) aos congressos estaduais estão sendo definidos em plenárias municipais. Em Campinas o partido realizará 3 plenárias:
1. Quinta-feira 25/06 das 19:00 às 21:00 na sede do Partido - R. Boaventura do Amaral, 539, Centro. 2. Sábado 27/06 das 14:00 às 16:30 no Sindicato dos Frentistas - R. Regente Feijó, 95, Centro. 3. Terça-feira 30/06 das 19:00 às 21:00 na sede do Partido - R. Boaventura do Amaral, 539, Centro."
23 de jun. de 2009
Luta pela Terra 2 - Combatendo o latifúndio e o ideologia burguesa
Leia a declaração do Padre João Carlos Pacchin da Comissão Pastoral da Terra sobre a ocupação do MST na Fazenda Eldorado em Valinhos, postada a seguir (clique para ampliar). A luta pela reforma agrária também é a luta pelo enfrentamento da ideologia burguesa; veiculada cotidianamente pelos meios de comunicação, usada frequentemente na defesa da propriedade privada e da acumulação de capital e, embora mentirosa, utilizada para respaldar decisões judiciais contra o povo que ousa lutar.


21 de jun. de 2009
Boaventura de Souza Santos na UnB
“Há um racismo insidioso que exige luta dos movimentos sociais de uma maneira que não se pensava antes”, diz Boaventura SantosSociólogo português reconhece a atuação do Movimento Negro e do Movimento Quilombola, classificando- os “como fortes e emergentes”. Ele foi o grande nome do seminário Universidade e Sociedade, iniciado ontem (4/6) na Universidade de Brasília, e sentenciou: “a sociedade brasileira é racista e acabou”
Por Isabel Clavelin
Aclamado pelos movimentos sociais e partidos de esquerda, Boaventura Sousa Santos apresentou a conferência “A Reinvenção da Emancipação Social a partir das Epistemologias do Sul”, na última quinta-feira (4/6), na Universidade de Brasília. O sociólogo português abordou temas bastante conhecidos pelo movimento social brasileiro, como o distanciamento das universidades dos grandes problemas sociais e o descrédito da ação política dos movimentos sociais pela academia. E mais: conclamou o público para a valorização dos saberes indígenas, afrodescendentes, de mulheres e grupos excluídos como elementos estratégicos para um novo paradigma mundial.
“Há uma discrepância entre a Teoria Crítica e as transformações sociais em curso. Isso sequer foi pensado ou imaginado pelo pensamento crítico. Esse é um momento de revisão do que foi aprendido há tempos para o apontamento de outras realidades, oportunidades e desafios”, iniciou o pesquisador. Sua exposição apontou para um mundo repleto de alternativas, mas ainda não captado pelo pensamento crítico. Mais que alternativas, o pensador português percebe transformações sociais impulsionadas por agentes descredibilizados e, por vezes, desqualificados ou descartados pelas forças hegemônicas da sociedade e pela Teoria Crítica.
Estranheza de toda a gente excluída
Citando os agentes dessa transformação – indígenas, afrodescendentes, mulheres, camponeses, gays, moradores de favelas, grevistas, entre outros -, Boaventura sentenciou: “é gente estranha fazendo transformação social. É essa gente estranha que fala língua estranha, que não fala a língua colonial”. O sociólogo mencionou os casos da da Bolívia e do Equador, países em que os marcos legais passaram a incorporar conceitos culturais indígenas, como exemplos de um processo de inclusão e ressignificação, denominado por ele como “ecologia do saber”.
Ciente da limitação e do longo percurso para essas mudanças, Boaventura ele recomenda a abstração do pensamento ocidental, para que valores e visões dos “grupos descredibilizados” sejam compreendidos. “África e Ásia. Há um mundo não resignado, que está reagindo e trazendo novos elementos. Mas é preciso humildade científica e humildade cultural. Não há justiça social sem justiça cognitiva. Não precisamos de alternativas, e sim de conhecimentos alternativos ao modelo que aí está”, reflete.
Ancestralidade africana e indígena
São bases de sua tese o passado e a energia futurante de indígenas e africanos. “Os movimentos indígenas e afrodescendentes demonstram que é possível inovar a partir do novo e do ancestral. Eles têm a seu dispor um passado pré-capitalista e pré-colonialista, antes de tudo”.
Para Boaventura, deve ser estruturada uma base epistemológica (pensar e repensar a ciência) do Sul a partir do conhecimento e da experiência dos povos tradicionais e de grupos historicamente excluídos do poder e da participação social. Ele também sugere que os meios hegemônicos sejam usados de forma contra-hegemô nica, sobretudo, para o enfrentamento do racismo e da distribuição de terras. “A epistemologia do Sul tem o desafio de credibilizar os indígenas , afrodescendentes, mulheres e todos os excluídos pelo pensamento ocidental, pela epistemologia do Norte elaborada por cinco países da Europa e pelos Estados Unidos”.
Fracasso do século XX: racismo e apropriação de terras
“Há um racismo insidioso que exige luta dos movimentos sociais de uma maneira que não se pensava antes. O Movimento Negro e o Movimento Quilombola são expressões fortes e emergentes no Brasil. Mas o peso da democracia racial é alto e profundamente ideológico”, apontou. Boaventura pontua que as “duas grandes lutas do século XX - a anti-colonial e a anti-capitalista” fracassaram devido à continuidade do racismo e da apropriação da terra.
Classificando a sociedade brasileira como “racista e não a única no mundo”, o pesquisador citou as manifestações de racismo na Europa através da repressão de imigrantes e na academia, percebida na própria palestra. “A luta do racismo é contra as ausências. Vejam esse auditório. Quem falta nessas cadeiras? O mesmo se aplica ao sexismo. Vejam essa mesa!”, desafiou. Para ele, o questionamento da constitucionalidade das cotas para negros nas universidades brasileiras deve ter reforços: “vamos ver se os estudantes, que gostam tanto de ir às ruas, também irão nesse tema. A resistência está aí”, incentivou.
Grande imprensa e imprensa negra
Um dos lugares da sociedade em que a luta contra o racismo se expressa de forma mais acentuada é na imprensa, por meio do acesso à informação e pluralidade de opiniões. Sabedor da desproporção do debate de ideias para superação do racismo no noticiário da grande imprensa brasileira, Boaventura aposta na produção de outros meios de comunicação.
“São as rádios comunitárias, a imprensa negra e as diferentes possibilidades de comunicação que estão travando a luta contra a hegemonia. O racismo é a combinação mais venenosa e insidiosa entre o capitalismo e o colonialismo”, finalizou.
Foto: Isabela Lyrio/UnB Agência
19 de jun. de 2009
17 de jun. de 2009
Luta pela Terra!
O MST ocupou novamente a Fazenda Eldorado na cidade de Valinhos. A área rural, onde no passado funcionava uma granja, esta totalmente abandonada e é adequada para reforma agrária. Veja a seguir a carta do MST à sociedade:Carta Aberta a Sociedade
Na manhã deste domingo 14/6/09, 150 famílias do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) de Campinas , Americana, Cosmópolis, Limeira e Grande São Paulo, ocuparam a fazenda Eldorado no município de Valinhos na região metropolitana de Campinas.
Reivindicamos a imediata presença do Incra no local da ocupação, para garantir a integridade das famílias, exigimos o cadastro das famílias acampadas e liberação das fazendas vistoriadas e declaradas improdutivas. Além da realização de uma audiência em caráter de urgência com a Superintendência Regional do INCRA.
Solicitamos a todos e todas que entrem em contato com o Incra para reforçar as nossas reivindicações. Incra: (11) 3823-8560 Falar com Raimundo Pires da Silva – Superintendente do Incra.
“POR JUSTIÇA SOCIAL E SOBERANIA POPULAR”
15 de jun. de 2009
Abertas as inscrições para a 2a. Mostra Luta!

A partir de segunda-feira, 08 de junho, abrem as inscrições de vídeos para a 2a. Mostra Luta! A Mostra, que ocorrerá de 21 a 28 de novembro de 2009, tem como objetivo exibir filmes das lutas sociais e populares, estimulando o debate sobre o papel do audiovisual para a luta política. As inscrições vão até dia 31 de agosto e estão abertas a todos aqueles que possuem um vídeo das lutas dos movimentos sociais e populares, das organizações políticas, dos trabalhadores e trabalhadoras. Ajude a divulgar!
Mais informações: http://camaracom.com.br/mostraluta2
10 de jun. de 2009
A Truculência do PSDB e da Polícia de Serra na USP

Foto: Márcio Fernandes/AE
O Governador José Serra (PSDB) e sua turma fazem estudantes e trabalhadores da Universidade de São Paulo – USP reviverem a truculência dos os anos de chumbo da ditadura militar.
A Polícia Militar do governador de Serra (PSDB), a pedido da Reitoria da USP, Sra. Suely Vilela, invadiu a Universidade e vem perseguindo estudantes e trabalhadores dentro do campus. Esta foi a resposta da Reitora à pauta de reivindicações dos trabalhadores da Universidade, que agora pedem também a saída da Polícia Militar.
Nesta terça-feira 9 de junho, a mando da Reitora e do Governador, a Polícia Militar transformou a Universidade em Praça de Guerra para impedir o protesto de estudantes e trabalhadores. A Polícia invadiu várias Faculdades, perseguindo e batendo em estudantes, jogando bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral e usando balas de borracha.
Este é só um exemplo do tratamento dado pelos tucanos às reivindicações dos servidores públicos do estado de São Paulo.
9 de jun. de 2009
"Leia Boletim III unificado de sevidores do PSOL, PSTU, Conlutas, Intersindical e Independentes"

Acompanhe outras fotos e informações sobre a greve dos servidores em
http://greveservidorescampinas2009.blogspot.com/
8 de jun. de 2009
Ato Público reune trabalhadores






"Ato em defesa dos serviços públicos reune trabalhadores e estudantes que estão em luta.
Nesta sexta feira 5 de junho um ato público no Largo do Rosário reuniu trabalhadores e estudantes em defesa dos serviços públicos e por condições dignas de trabalho.
Depois de caminhada que partiu da Prefeitura onde os servidores públicos municipais em greve, estavam concentrados, cerca de mil pessoas acompanharam os pronunciamentos de sindicatos, movimentos sociais e partidos de esquerda em solidariedade aos movimentos grevistas e denunciando a política hegemônica no Brasil de destruição dos serviços públicos e privatizações.
O PSOL municipal e nosso núcleo estiveram representados no ato com muitos militantes."
Paulo Bufalo
5 de jun. de 2009
Plenária Congressual do PSOL
Os companheiros Paulo Bufalo e Fábio estiveram presentes na Plenária Congressual do PSOL regional das cidades de Descalvado, Porto Ferreira, Pirassununga e Santa Rita de Passa Quatro. A Plenária foi realizada em Descalvado e contou com a presença de mais de 25 companheiros e companheiras, sendo que 18 estavam habilitados a votar na escolha dos delegados ao Congresso Estadual. Elegeu-se assim dois delegados titulares e dois suplentes.Além dos companheiros de Campinas que representaram à tese da APS, também esteve presente o companheiro Frederico do MES (Núcleo Butantã) São Paulo. Ambas as teses tiveram tempo para apresentação no início da Plenária.
Para rodar os 140 km entre Campinas e Descalvado os companheiros passaram por 5 pedágios (10 ida e volta). Gastaram com isso R$ 45,40.
Daí é possível imaginar o quanto o processo de privatização de rodovias dos governos tucanos no estado de São Paulo onera a vida da classe trabalhadora. Um caminhão com quatro eixos que transporte alimentos, por exemplo, pagará pelo mesmo trecho o dobro desse valor que acabará sem repassado ao consumidor final.
Depois dizem que as privatizações de rodovias só geram melhorias à população. Dá para acreditar nessa conversa???
4 de jun. de 2009
3 de jun. de 2009
CINE CLUBE
2 de jun. de 2009
Língua apátrida

Negociata, segundo dizia Stanislaw Ponte Preta, é um bom negócio para o qual não fomos convidados. Pensando na tal reforma ortográfica que nos foi imposta e que começa a valer agora, em 2009, fico em dúvida se ela se encaixa nessa definição. De certa forma, fomos mais do que convidados: faremos o que decidiram no acordo por nós. Mas não fomos convidados para discutir o dito-cujo, que vai transformar em papel velho bilhões de livros.
Certo, a gente pode manter os livros em casa e ler normalmente, ninguém vai ser obrigado a jogar livros fora. Mas, no mínimo, vamos ter de comprar novos dicionários. Ou guias. Milhões e milhões de dicionários! Os editores de dicionários devem estar gritando vivas aos quatro ventos. E os editores de livros didáticos também, pois todos terão de ser substituídos, sem contar livros para as bibliotecas escolares. Os pedagogos dizem que manter nas bibliotecas escolares livros com ortografia “antiga” atrapalha os alunos. Eles aprendem uma coisa com os professores e encontram outra nos livros, o que os deixarão confusos. Então, todos os livros “antigos” têm o destino do lixo ou da reciclagem.
Num país em que muitos municípios não têm sequer uma biblioteca pública acho que é um desperdício provocar o gasto de milhões de reais com a compra de novos livros para substituir outros iguais das bibliotecas que já existem por causa de uns poucos acentos e pela inclusão das letras K, W e Y, que na prática já estão presentes em nosso dia-a-dia. Bastaria incorporá-las ao alfabeto e pronto. Sem contar que algumas palavras continuarão sendo escritas de forma diferente no Brasil e em Portugal. O que justificará num futuro próximo mais uma reforma dessas, para jogar muita grana nas mãos dos editores. Tudo decidido por meia dúzia de acadêmicos.
Que democracia é essa? Chegaram a fazer umas matérias por aí sobre a praticidade ou não da reforma, mas todo mundo se nega a discutir os custos dela. Parece haver uma cumplicidade da grande imprensa, dos linguistas (sim, agora sem o trema) e dos editores interessados. Nem seções de cartas dos jornais publicaram algo com essa argumentação.
Bom, já que queriam fazer uma reforma, eu proporia logo uma revolução inspirada num amigo russo, vindo de lá com uma família que ‐ veja que ironia ‐ fugia da revolução.
Em São Paulo existe uma comunidade de russos apátridas, descendentes de opositores da Revolução Russa. O caminho desse pessoal era mais ou menos o mesmo: os pais ou avós deles eram ricos (ou simplesmente direitistas) e, quando os bolcheviques tomaram o poder, fugiram para a China, de onde esperavam voltar para a Rússia algum dia. Mas houve a revolução comunista também na China e, com Mao no poder, se mandaram para a América. Na cabeça de quase todos eles a América eram os Estados Unidos, mas para quem os trazia América era também o Brasil.
A família do Victor, meu amigo, era uma dessas que saíram da velha Rússia, foram para a China e acabaram na América. Só que ele e seus familiares não vieram no mesmo navio. Ele, a mãe e um irmão vieram parar no Brasil, enquanto as irmãs foram para os Estados Unidos.
Um dia o Marcos, colega de “repartição”, disse que o Victor atropelava as palavras e às vezes não usava verbo. Ele gostou da observação e passou a falar sem verbo mesmo. E muitas vezes sem artigos nem preposições etc. Engolia o máximo de palavras que podia. Por exemplo: não dizia mais “eu vou ao cinema hoje à noite”; apenas “eu cinema noite”. Numa saída de férias perguntaram-lhe o que ia fazer. Em vez de “vou viajar para o Oregon para visitar minhas irmãs”, disse apenas “eu Oregon irmãs”. Enfim, era direto: “Você comigo almoço?”, “chefe bravo erro”. E todo mundo entendia.
Taí, burocratas da língua: radicalizem. Em vez de reforma, vamos logo partir para uma revolução linguística!
Da Revista do Brasil edição de Janeiro/2009
Retirado através do site www.revistadobrasil.net
Por: Mouzar Benedito
Publicado em 01/01/2009
(Arte: Mendonça)
Assinar:
Postagens (Atom)




